domingo, 8 de março de 2009

O MAL DOS ANTIBIÓTICOS

Que é um Antibiótico?
É um produto "contra a vida"... Mas, será que ele vai realmente defender-nos de "outras vidas perigosas para nós" e vai deixar a NOSSA sem atingí-la? Há muitos anos (quase trinta) que faço esta pergunta para fazer raciocinar - pasteurizar, fazer assepsias, esterilizar, aplicar químicas anti-micróbios, conseguem fazer o quê? Sempre recebo a resposta de que "com isso matamos os micro-organismos perigosos". E ainda pergunto: Todos? E a resposta é rápida: Sim! Todos! E eu volto: Mata os bons também, né? E após ver a surpresa do interlocutor, eu insisto que, mesmo dos perigosos não matamos todos e que há aqueles que RESISTEM!!! E que os que resistem são os resistentes, agora com o campo inteiramente livre para atacar-nos e aí não teremos como enfrentá-los. Essas são as "infecções hospitalares desconhecidas" que surgem a todo instante. Os futurologistas dirão: Em breve teremos que ir fechando os hospitais, cercando as áreas com arame farpado eletrificado e com cartazes de caveiras avisando - Não passem estes muros nos próximos 500 anos! AQUI FOI UM HOSPITAL!!! 
Conto de terror? Isso ainda é pouco, pois no organismo vão ficando resíduos com efeitos imponderáveis, mais imprevisíveis do que loterias, que podemos ir lendo nas bulas dos medicamentos como "efeitos colaterais" e que devemos ter a cautela de entender que ali só se contam aqueles "já comprovados" e mais, devemos raciocinar o evidente - "se você só usar este". Mas, você não toma só um perigoso produto anti-vida. Aí pense nas combinações entre eles... E pense que entrarão nas comidas outras duas fontes de suicídio - o que foi dado em químicas aos animais e às plantas (Geralmente TRANSGÊNICOS declarados, ocultos e até transgênicos nativos, como soja e cana de açúcar).
Depois de saber disso, responda: Por acaso são necessárias bombas para perigar a vida na Terra?
 
Há solução? Há, sim! Vamos voltar à Alimentação Natural - Vejam nossos 3 volumes do Curso Avançado de Al.Nat. já como 4a.edição de Medicina Nutricional, atualizada e ampliada.
 
E vamos apoiar o trabalho de combate à difusão dos antibióticos na indústria animal e agrícola. Transcrevo a seguir um belo trabalho de conscientização. REPASSEM. Nós podemos ter melhor qualidade de vida se fizermos cada um a sua parte.
 
 
Antibióticos - o mal que entra pela boca do homem

 Ana Echevenguá

 

A indústria animal está crescendo rapidamente na Ásia, América Latina e Caribe. E, em 2020, América Latina, Ásia e África serão os líderes na produção industrial de produtos animais.

Crescendo? Por quê? Porque nessas "Ilhas de Riqueza" ainda é permitida a produção animal intensiva com técnicas de confinamentos em cubículos insalubres. As altas temperaturas, a falta de higiene e a superpopulação facilitam a proliferação de bactérias. (O professor José Lutzenberger chamava estas granjas de "campos de concentração e extermínio de animais"). Para sanar o problema, os produtores utilizam hormônios e antibióticos que, além de evitar infecções, aceleram o crescimento animal.

Vários países do terceiro mundo já enfrentam bactérias resistentes a antibióticos devido a essa técnica de produção. Com o advento da gripe aviária, a Câmara dos Lordes, na Grã-Bretanha, admitiu, em seu território, a resistência humana aos antibióticos advinda da ingestão de carne tratada com essas drogas. E que tais alimentos viriam dos países latino-americanos. Com a carne do Chile e Argentina fora importada a Escherichia coli 0157 (que provoca problemas renais graves), por exemplo.

 Por isso, a antibioticoterapia já está presente em vários países desenvolvidos. A Noruega nunca permitiu o uso de antibióticos para animais de corte. A Suécia proíbe o uso desde 1986; a Austrália, desde 2004. A Dinamarca, produtora de  130 milhões de frangos ao ano, desde meados dos anos 90, baniu o uso de antibióticos para bovinos, aves e porcos. E a União Européia já interditou a utilização de 2 antibióticos na criação de frangos.

Isto é fruto da pressão do consumidor que, ciente dos malefícios desse medicamento ao organismo humano, exige em sua mesa produtos produzidos segundo altos padrões de segurança alimentar, de bem-estar animal e de proteção do meio ambiente. Ou seja, quer alimentos mais naturais, livres de transgênicos, de agrotóxicos, de antibióticos...

 Mesmo assim, este consumidor consciente está com problemas.

O jornalista Henrique Cortez* trouxe à tona uma notícia assustadora: mesmo que você não coma carne, que você exija produtos orgânicos, vai ingerir os antibióticos usados em animais porque estão presentes nos vegetais cultivadas em solo adubado com dejetos animais.

Apresentou dados do Environmental Health News:

 - "perto de 70% do total de antibióticos e drogas afins produzidos nos Estados Unidos são utilizados em bovinos, suínos e aves";

 - cerca de 90% dessas drogas são excretadas na urina ou no estrume;

 - a contaminação por antibióticos também ocorre em vegetais cultivados em culturas biológicas já que o "estrume é largamente utilizado como um substituto dos fertilizantes químicos na agricultura biológica".

 

No Brasil, impera a criação intensiva em cativeiro, com uso indiscriminado de antibióticos e outros insumos... A estes problemas sanitários acumulam-se os problemas ambientais provocados pelo lançamento de dejetos de aves e suínos no solo e água, sem qualquer tratamento. A bacia hidrográfica do oeste catarinense – aonde está a maior produção de animais de corte do estado - está morrendo em decorrência disso.

 Mas estes problemas, cuja solução é vital para a exportação brasileira de carne, não estão na pauta das nossas políticas econômicas, ambientais e sanitárias. E o consumidor brasileiro desses produtos nem pensa em comprar briga com a indústria farmoquímica, nem com os produtores que apostam nessa droga para aumentar o volume de produção. Se nos EUA a proibição dos antibióticos para animais só ocorreu após uma batalha judicial de 5 anos entre laboratórios e governo, quanto tempo levaria para ser implementada aqui???

Se a proibição parece impossível agora, há outras coisas que podemos fazer.

Acho que podemos brigar por um programa de certificação para granjas que criarem seus animais ao ar livre, com alimentação natural e medicação alopática (já ouviram falar dos probióticos para animais?).

Podemos brigar também por um programa de rastreabilidade de aves e porcos (identificação e monitoramento individual destes do nascimento às prateleiras do supermercado). Não se trata de ficção científica porque já é aplicado ao rebanho bovino**.

Além disso, podemos brigar por um programa sério de rotulagem que nos informe sobre as técnicas aplicadas na produção dos alimentos expostos para o consumo.

* - artigo 'Antibióticos usados em animais são absorvidos pelas hortaliças cultivadas em solo adubado com resíduos animais' -   http://www.ecodebate.com.br/2009/01/13/indice-da-edicao-de-13.01.2009/

** - http://taquari.emater.tche.br/sistemas/sirca/rastreabilidade/rastreabilidade.php

Ana Echevenguá, advogada ambientalista, coordenadora do programa Eco&Ação, presidente da ong Ambiental Acqua Bios e da Academia Livre das Águas, e-mail: ana@ecoeacao.com.br , website: www.ecoeacao.com.br

  Eco&Ação  - www.ecoeacao.com.br - telefone 48 88133380/91343713 - Florianópolis - SC.

 

Um comentário:

JOVENS ADVENTISTAS ANGRA disse...

Parabéns pelo site e sua busca deesclarecer verdades importantes para uma verdadeira qualidade de vida.
Gostaria de uma orientação muito importante para mim.Foi diagnosticado a presença do h pilory em meu estômago. O médico me passou um tratamento com antibióticos já a um mês. Eu sempre busquei ao máximo evitar o uso de antibióticos e por está razão não iniciei o tratamento e tenho buscado um tratamento menos agressivo.
Estou tomando carvão ativado e comendo sementes de mamão. Mas tenho a preocupação de não erradicar o h pilory e ter grandes prejuízos.

Pesso uma orientação sobre este meu caso para que eu venha decidir com parâmetros reais que caminho seguir.

Aguardo sua colaboração e desde já agradeço.

Luiz Flávio
E-mail: luizflaviomkt@yahoo.com.br