sábado, 15 de julho de 2017

PODEMOS MUDAR OS FATOS PASSADOS?

TEORIA QUÂNTICA RETROCAUSAL: O FUTURO ALTERA O PASSADO
COMENTARIO PREVIO – Já na primeira edição de meu livro “Einstein, o campo unificado” em 1976, expliquei com fórmulas matemáticas que o tempo é zero para a Física e o espaço é vazio. Espaço/tempo, quarta dimensão, os estudiosos já fizeram a piada “Essa 4ª. Dimensão é um vazio (espaço) ao qual soldaram uma nulidade (tempo)”. Hoje isso não é piada, quando sabemos que tudo que conhecemos como material, é aglomerados de buraquinhos, os “quanta”, e isto tem aparência de alguma coisa porque está ondulando em giros como “cordas” que se torcem. Também fiz ali uma ideia de triangulação no espaço-tempo, que permitiria “voltar”. E o mais importante, foi a prova de que a mente é também uma onda, com velocidade muito maior do que a da luz. Tenho apreciado, após isso, a Teoria ou Princípio da Incerteza de Heisenberg. Ele se fundamentou em que, além de não podermos medir ao mesmo tempo o “pequeno” e o acúmulo desses pequenos, nós alteramos as coisas quando as observamos. Logo, essas revisões e pesquisas do passado já são modificações do tempo que já se foi. E, pensando bem, o que nos falta é saber como controlar objetivamente essas alterações que introduzimos no passado, com vistas à melhora do ”hoje” e do “amanhã”. Finalmente havemos de entender que a Ciência permite que se façam tentativas de explicar fatos que não se enquadram na ciência anterior, criando nova teoria que possa abranger os anteriores e os novos; ainda isso não basta para incluir a nova teoria como Ciência, pois é preciso comprovar com experimentos.
Vejamos o artigo e entendamos que Insistem os estudiosos da Física em só entender toda a realidade material pela ótica do “quantum”.
Este artigo também ignora a Inércia/gravitação como realidade um quarentilhão de vezes maior do que a massa quântica.
Vejamos alguns destaques:
Embora haja muitas formulações contraintuitivas na teoria quântica, a ideia de que as influências podem viajar para trás no tempo (do futuro para o passado) geralmente não é uma delas. No entanto, recentemente, alguns físicos têm examinado essa ideia, chamada “retrocausalidade”, porque ela pode resolver de maneira estratégica alguns enigmas de longa data na física quântica. Em particular, se a retrocausalidade for permitida, os famosos testes de Bell podem ser interpretados como evidências desse fato e não de ação à distância, resultado que Einstein e outros céticos quanto a essa propriedade “fantasmagórica” de voltar no tempo poderiam ter apreciado.
Em um novo artigo publicado em Proceedings of The Royal Society A, os físicos Matthew S. Leifer, da Universidade de Chapman, e Matthew F. Pusey, do Instituto Perimeter de Física Teórica, prestaram um novo suporte intelectual ao argumento de que, se certos pressupostos razoáveis forem seguidos, então a teoria quântica deve ser retro causal.
O APELO DA RETROCAUSALIDADE
Primeiro, para esclarecer o que retrocausalidade e o que não é: ela não significa que sinais possam ser comunicados e transmitidos do futuro ao passado – essa sinalização seria proibida mesmo em uma teoria retro causal, por razões termodinâmicas. Em vez disso a retrocausalidade significa que, quando um experimentador escolhe a configuração de medição com que medir uma partícula, essa decisão pode influenciar as propriedades dessa partícula (ou outra partícula) no passado, mesmo antes que o experimentador, faça sua escolha. Em outras palavras, uma decisão tomada no presente pode influenciar em algo no passado.
Obs. O simples fato de fazer uma observação de um fenômeno, já produz uma interferência de modo tal que o fato não é visto como é; portanto, observar com a intenção de introduzir alterações, deve alterar o passado conforme nossa intenção.
Nos testes originais de Bell, físicos assumiram que as influências retrocausais não seriam possíveis de acontecer. Consequentemente, para explicar suas observações de que as partículas distantes parecem saber imediatamente qual medida está sendo feita na outra, a única explicação viável foi a ação-a-distância.
Kochen-Specker e as provas recentes da realidade do estado quântico”, ele disse. “Essas teses dizem que qualquer interpretação que se enquadre no quadro padrão para interpretações realistas deve ter características que eu consideraria indesejáveis. Portanto, as únicas opções parecem ser abandonar o realismo ou sair do quadro padrão”.
“Abandonar o realismo é uma prática bastante popular, mas acho que isso rouba a maior parte do poder explicativo da ciência e, portanto, é melhor encontrar contas realistas sempre que possível. A outra opção é investigar possibilidades realistas mais exóticas, que incluem a retrocausalidade, relacionalismo e a Interpretação de muitos mundos (IMM). Com exceção da IMM, os demais não foram investigados o suficiente, então penso que vale a pena perseguir mais detalhes sobre o assunto. Não estou pessoalmente comprometido com a solução retro causal mais do que meus colegas, mas parece possível formulá-la com rigor e investigá-la. Acho que essa prática deve ser aplicada em várias das possibilidades mais exóticas”.

Simetria de tempo e não-retrocausalidade
Devido às diferentes direções não serem simétricas, a assimetria entre massa quântica vazia e massa gravitacional desproporcionalmente maior, deixa a Ciência sem argumentos para teorizar sobre a paridade do tempo, mesmo que em termos de matemática teórica isso seja expressável.
Em seu artigo, Leifer e Pusey também reformularam a ideia usual da simetria do tempo na física, que se baseia na reversão de um processo físico, substituindo t por -t nas equações de movimento. Os físicos desenvolvem um conceito mais forte de simetria de tempo, na qual reverter um processo não é apenas possível, mas também que a probabilidade de sua ocorrência é a mesma, tanto para frente ou como para trás.
O principal resultado dos físicos é que uma teoria quântica que presuma que esse tipo de simetria de tempo e a retrocausalidade não acontecem de modo simultâneo entra em contradição.

VOLTEMOS AO COMEÇO – A Ciência tem que fazer as provas. Não vejo aí nem mesmo hipóteses com fundamento em fatos não explicados e exigindo reformulação de teorias. Eu já formulei essas questões na primeira edição de “Einstein, o campo unificado” não somente com novas explicações para a definição do tempo como fenômeno mental, mas ainda envolvendo que a energia mental é onda quântica que devemos procurar mensurar e colocar em experimentos, para produção mecânica e comprovar o seu envolvimento na mesma diretriz das ondas hertzianas. Depois da quarta edição de “Einstein” voltarei a propor coisas mais experimentais, como a teleportação e a correção de fatos passados, potencializando a melhora do Futuro.

Um comentário:

Sérgio Paixão disse...
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