domingo, 17 de maio de 2020

VOCÊS SABEM ISTO? INDIO FAZ.

MAIS SOBRE CIVILIZAÇÃO DOS POVOS DA FLORESTA
VOU FALAR ALGUMA COISA.
NOSSO VIAJANTE LUSO PEDIU PRA EXPLICAR MELHOR A CIVILIZAÇÃO DO HOMEM DA FLORESTA.
Como é isso, Mário? Eles não possuem bancos nem dinheiro. Não há escolas, livros, apostilas, nem professores. Não possuem um governo que emite leis e aplica penas. Não conhecem hospitais nem centros de pesquisa. Não sabem fazer foguetes. Não possuem ministério da Agricultura.
CITA ESTE TRECHO:
CONCORDO COM VOCÊ.
MAS EXPLICAR TUDO? NEM PENSAR!
O ASSUNTO ENVOLVE O GOVERNO PELAS MAMÃES. Envolve a pedagogia infalível onde o primeiro elemento é o interesse do aprendiz. Envolve saber ler rápido e seguro até o que não foi dito. ENVOLVE A TROCA NATURAL.
Portanto, nenhum desses machismos comuno-banco-mafiosos está apto a governar a Terra.
E É BASTANTE LONGO E ININTELIGÍVEL PARA OS VICIADOS EM MACHISMO ESCRAVOCRATA!
Vou dividir em diversas publicações pra não cansar. Mas não prometo pra já.
ELE COBRA UMA CONTINUAÇÃO                     
Começarei com uma pequena estória.
Um jovem aprendiz de fazer flechas dedicou mais de mês buscando varas retas, tirando a casca, alisando a ponta, colocando penas de aves ao redor do ponto de apoio na corda do Arco... Fez cestinho (samburá) com fibra de casca de árvores, nossa aljava, e pendurou dentro do quarto em que dormia na casa da avó.
Outro índio nesse tempo aprendeu com seu pai-professor a fazer o Arco mais perfeito possível, com a flexibilidade necessária pra atirar setas certeiras a boas distâncias.
O índio das flechas saiu pra nadar no rio e quando voltou não encontrou suas flechas. Nem se importou. Nem saiu atrás do que veio pegar, mesmo depois que a avó lhe disse quem havia levado.
Bem mais tarde do dia entrou o outro correndo esbaforido no pátio da aldeia, chamando pra pegar duas redes e mais índios para ir buscar meia dúzia de caititus que havia flechado. Até ele pegou sua rede de dormir... mais dois saíram juntos com eles.
O caçador saiu na frente e foram parar no terreno em que haviam colhido milho e jerimum. E os quatro voltaram em duplas carregando os porquinhos do mato que não se viam há anos... Na Aldeia, as mamães já estavam com outros jovens fazendo brasas em diversas assadeiras abertas no chão. Com suas facas de pedra foram cortando a parte melhor da carne em quadradinhos. Com espetinhos de taquaruçu, cada pessoa, idoso ou jovem, homem ou mulher, pegavam a carne e moqueavam, passando pelo calor das chamas.
O feiticeiro disse que haviam feito as invocações dos avós que haviam falecido, pedindo que ajudassem na caça que estava ficando difícil... E um dos índios chegou a responder que havia visto os antepassados incorporados nos caititus... trazendo-os aos restos da roça para serem caçados.
A festa se prolongou por meses... Ninguém praticou gula... E quando os ossos secos eram o que sobrou, foram torrados, quebrados com as machadinhas, distribuídos os tutanos por todos, a farinha de ossos ainda foi repartida entre todos dentro de caldos de milho.
O caçador foi homenageado com um cocar de penas... E ele o passou pra cabeça do fazedor das flechas.
O que aprendemos dessa civilização?
Prefiro deixar pra vocês. Banqueiros lamentarão a falta de dinheiro. Religiosos desejarão matar todos por fazerem tais rituais invocando almas de falecidos. Médicos e nutrólogos ficarão falando de pouco cozimento...
E antropólogos vão contar que esse ritual era feito também com a carne de inimigos vencidos. E também com os próprios falecidos da tribo. Assim criam pavor ao ver o canibalismo desses povos.
Após isso... Não se espantem com o artigo sobre reciclar proteína humana.
PENSEM COM VOCÊS E TENTEM RESPONDER- QUANDO SEREMOS CIVILIZADOS?

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